Um pequeno mundo em minhas mãos e eu faço dele o que quero fazer. E antes era minha vida que estava fora de mim, em algum lugar, perdida na aurora que nunca prosseguia. É triste dizer que tudo acabou, que não há como continuar por essa estrada e que há uma muralha que impede a passagem mesmo que se queira atravessar. Há algo em nós que nunca nos trai, que está sempre lá para avisar que há limites em tudo. É um alarme sutil, que soa e avisa que certas coisas na vida não podem ser como nossa imaginação quer; mas que outras coisas serão exatamente como nossa imaginação quer. A culpa - esse sentimento corrosivo - não pode mais ocupar nossas mentes. Essa herança histórica que a nós destrói fácil. Muitas vezes podemos ser mais fortes do que nossos sentimentos, e muitas vezes nossos sentimentos são enganos ou são esconderijos que guardam segredos maiores e mais insuportáveis. Mas como explicar? Como explicar que a coisa mais bela no mundo é aquilo que se ama e aquilo que se ama é aquilo que mais dói? Nossas ações não foram em vão; Não. Nossa vida entrelaçada uma na outra foi algo de sublime que o tempo não pode apagar. Será como uma obra de arte que estará sempre além e aquém do entendimento comum. É isso, somos nós, somos nós observando o infinito. Somos nós conservando a beleza do momento que durará para sempre dentro de nossos olhos. É triste dizer que tudo acabou, mas é necessário dizer; É necessário retirar do oculto aquilo que nos faz sofrer e colocar luz nesse estranho: revelar sua face para descobrir que aquilo que mais nos assombrou é na verdade aquilo que irá nos salvar. É assim: As verdades são fantasmas que rondam nossas memórias até ganharem corpo. É preciso retirar o horror da perda e olhar para a lacuna que foi deixada não como um vazio, mas como uma bela vida à deux que sempre conservará a beleza daquilo que fomos e que sempre seremos. É preciso conservar no coração esse calor que sentimos para que isso seja a prova final daquilo que somos; daquilo que é. A beleza da vida consiste nas mudanças e o melhor sempre estará no campo do devir. Sabemos que as palavras não podem aplacar a tristeza que há em nossos olhos, pois aquilo que um humano sente não pode ser expresso através da linguagem, só interpretado. Mas é preciso saber que estamos cá dentro de nós a sós com nós mesmos e que há uma solidão que sempre existirá mesmo quando estivermos dentro de uma multidão de bons amigos e boas intenções; É preciso reconhecer o humano que há em nós e perceber que tudo aquilo que é humano jamais poderá ser estranho ou vulgar, triste ou feliz, perverso ou angelical, mas apenas humano. A verdade é que existem varias verdades, e que nós possuímos braços longos para justamente abraçar essas verdades: abraçar a vida, o mundo, as oportunidades, as mudanças, as perdas e os ganhos que compõem a nossa subjetividade. Nunca seremos melhores nem piores, seremos sempre diferentes. Falo por mim e por você, falo por agora, pois o restante que nos aguarda é incompreensível desde já. A mudança causa horror e tristeza, mas a mudança é algo de belo que os deuses deixaram para nós: para o nosso deleite e terror. Olhar para a vida e perceber que ela é antes de tudo tão nossa por excelência faz tudo ganhar um brilho e um sentido maior. Só quero dizer que expressar motivos é desnecessário, não existem motivos, o que existe é a mudança crua e pálida diante de nós, e o que precisamos fazer é cozer e lapidar essa pedra tão dura que está em nosso caminho. Somos felizes porque podemos mudar e se não pudéssemos daríamos um jeito de inventar uma máquina divina que provocasse todas as mudanças necessárias. Estávamos no escuro e agora estamos na luz, porque somos filhos do sol. Sempre amarei aquilo que fomos e aquilo que somos. Sempre amarei, antes de tudo, aquilo que é; Pois o presente é perpétuo, e nós nunca temos descanso.
A falling star fell from your heart and landed in my eyes
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sexta-feira, 4 de setembro de 2009
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Espelhos
"Os espelhos estão cheios de gente.
Os invisíveis nos vêem.
Os esquecidos se lembram de nós.
Quando nos vemos, os vemos.
Quando nos vamos, se vão?"
Quando me deito na cama, e as luzes se apagam, começo a pensar. Meus pensamentos são tão metálicos e estrondosos que vezenquando confundo-os com sons. Mas eu sei, são palavras. Palavras são sons? Ou os sons é que são palavras? De qualquer maneira, apenas quero relatar um desses pensamentos saltitantes que invadem a cabeça quando o sono tarda a chegar.
Em algum canto dentro do estranho ser que habita cada um de nós, há um lugar onde as coisas são guardadas aos montes, ou melhor dizendo, são jogadas lá com a mesma pretensão que um caminho de lixo descarrega em um lixão os detritos antigos, pessoais e impessoais, de todos nós. Mas, esse amontoado de coisas sem nomes apenas possuem a pretensão de serem detritos inutilizáveis, pois a verdadeira identidade dessas bugigangas todas só Deus sabe, ou não. Acontece que essas coisas possuem vozes. E o som dessas vozes chegam até nós em formato de pensamentos. Que são sons? ou são palavras?
Um desses pensamentos chegou até mim em formato de palavras, e eu as disse em tom de incógnita. As palavras que chegaram até mim, me trouxeram a seguinte pergunta: O que nós transformamos em palavras, aquilo que todos nós aplicamos um som e um tom de voz, é verdadeiramente aquilo que passou por nossas cabeças ou é apenas um representante verbal que luta com armas que são palavras para tentar transformar o incognoscível que há em cada mente humana em algo compreensível?
A pergunta acima me perturbou. Não há resposta formulada em minha mente para ela. Nós? O que somos nós? Sons ou palavras? ou o enigma mais perturbador do universo.
A única conclusão que cheguei é que: Nós somos os espelhos de nós mesmos.
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Os invisíveis nos vêem.
Os esquecidos se lembram de nós.
Quando nos vemos, os vemos.
Quando nos vamos, se vão?"
Quando me deito na cama, e as luzes se apagam, começo a pensar. Meus pensamentos são tão metálicos e estrondosos que vezenquando confundo-os com sons. Mas eu sei, são palavras. Palavras são sons? Ou os sons é que são palavras? De qualquer maneira, apenas quero relatar um desses pensamentos saltitantes que invadem a cabeça quando o sono tarda a chegar.
Em algum canto dentro do estranho ser que habita cada um de nós, há um lugar onde as coisas são guardadas aos montes, ou melhor dizendo, são jogadas lá com a mesma pretensão que um caminho de lixo descarrega em um lixão os detritos antigos, pessoais e impessoais, de todos nós. Mas, esse amontoado de coisas sem nomes apenas possuem a pretensão de serem detritos inutilizáveis, pois a verdadeira identidade dessas bugigangas todas só Deus sabe, ou não. Acontece que essas coisas possuem vozes. E o som dessas vozes chegam até nós em formato de pensamentos. Que são sons? ou são palavras?
Um desses pensamentos chegou até mim em formato de palavras, e eu as disse em tom de incógnita. As palavras que chegaram até mim, me trouxeram a seguinte pergunta: O que nós transformamos em palavras, aquilo que todos nós aplicamos um som e um tom de voz, é verdadeiramente aquilo que passou por nossas cabeças ou é apenas um representante verbal que luta com armas que são palavras para tentar transformar o incognoscível que há em cada mente humana em algo compreensível?
A pergunta acima me perturbou. Não há resposta formulada em minha mente para ela. Nós? O que somos nós? Sons ou palavras? ou o enigma mais perturbador do universo.
A única conclusão que cheguei é que: Nós somos os espelhos de nós mesmos.
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quinta-feira, 9 de julho de 2009
Questão de Enfâse.
Deus criou o homem à sua imagem e semelhança. E o homem retribuiu-lhe a gentileza. O homem, este sim, criou para si um Deus antropomórfico, eivado de todas as virtudes e todos os defeitos humanos. E justamente por ser Deus, detém virtudes e defeitos em grau exacerbado. O Deus do homem é macho, é representado como um velho de longas barbas, porque é fruto da mente do macho humano - e o macho humano sempre puxou todas as brasas para a sua sardinha. Fossem os homens leões e Deus teria majestosa juba. Fossem os homens minhocas, e Deus seria um minhocão.
O Deus do homem é impiedoso, vingativo, iracundo, ciumento, invejoso, misericordioso, amantíssimo, enfim, comporta todos os defeitos e virtudes do homem. Depende apenas da época e do ponto do qual você o observa. O Deus da Bíblia era terrível e mandava passar homens, mulheres e crianças a fio de espada. Mas deixou um mandamento: "Não Matarás", que só valia para os outros. O Deus do espiritismo é extremamente justo e bom. Não é exatamente uma maravilha, mas consegue ser um pouco mais palatável que o outro.
Você escolhe, mas se nenhum desses lhe servir crie o seu próprio que não fará a mínima diferença.
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O Deus do homem é impiedoso, vingativo, iracundo, ciumento, invejoso, misericordioso, amantíssimo, enfim, comporta todos os defeitos e virtudes do homem. Depende apenas da época e do ponto do qual você o observa. O Deus da Bíblia era terrível e mandava passar homens, mulheres e crianças a fio de espada. Mas deixou um mandamento: "Não Matarás", que só valia para os outros. O Deus do espiritismo é extremamente justo e bom. Não é exatamente uma maravilha, mas consegue ser um pouco mais palatável que o outro.
Você escolhe, mas se nenhum desses lhe servir crie o seu próprio que não fará a mínima diferença.
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sexta-feira, 26 de junho de 2009
Consuma sua vida!
E o mundo se fecha e se abre, em constantes mutações.
São vozes, rostos e gestos que se misturam como ingredientes
e formam receitas conhecidas. A vida passa como uma linha através
de nossas intenções e tece uma esperança. Uma esperança de poder
deslumbrar um futuro jubiloso, onde você amará os seus dias e fará deles
o que realmente são: seus únicos dias.
Se a morte chegará para todo organismo que pulula sobre a terra
e ela será irremediável, só resta a este organismo uma tarefa:
Consumir a vida como um animal sedento por água que se joga dentro
de um lago e faz dele parte de seu próprio corpo.
Consuma sua vida!
Consuma sua vida!
Consuma sua vida!
e construa um destino que você possa amar.
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São vozes, rostos e gestos que se misturam como ingredientes
e formam receitas conhecidas. A vida passa como uma linha através
de nossas intenções e tece uma esperança. Uma esperança de poder
deslumbrar um futuro jubiloso, onde você amará os seus dias e fará deles
o que realmente são: seus únicos dias.
Se a morte chegará para todo organismo que pulula sobre a terra
e ela será irremediável, só resta a este organismo uma tarefa:
Consumir a vida como um animal sedento por água que se joga dentro
de um lago e faz dele parte de seu próprio corpo.
Consuma sua vida!
Consuma sua vida!
Consuma sua vida!
e construa um destino que você possa amar.
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terça-feira, 23 de junho de 2009
Strings

Existe um magnetismo na pele que faz cada criatura viva procurar por uma outra sobre a terra. Somos impelidos a praticar simbioses a todo momento, pois, de fato, esse desejo que existe de complementação cria em todos nós a ilusão de não bastarmos a nós mesmos. A busca pela emancipação auto-suficiente está em um campo de batalhas lutando contra os soldados do desejo. Mas, como na história, é Waterloo quem ganhará, e Napoleão sairá derrotado e com um sentimento de pequenez que, mais uma vez, o fará buscar no outro a parte perdida de si próprio.
Se somos, de fato, tão incompletos por natureza, o nascimento então é a alavanca de Arquimedes, que fará o ser recém-nascido procurar pelo outro o resto de seus dias. O mais assustador nessa procura incessante por partes perdidas é que, secretamente, sabemos que nenhuma parte foi perdida, mas precisamos inventá-las para justificar em posição de honra a nossa dependência. Primeiro dependemos das pessoas, depois depositamos o destino de nossas vidas nas mãos de seres invisíveis, mas nunca, nunca obtemos a detenção de nossos atos e os fazemos nossos, pois é do senso-comum acreditar que os pensamentos e as ações são efeitos das cordas metafísicas que condicionam nossas vidas.
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sexta-feira, 12 de junho de 2009
Shake It! But, don´t wait anything.
Havia um homem parado diante dele mesmo. O homem parado sentia um estranho movimento dentro de si. O movimento dentro do homem se movia por sentir uma sensação de objetivo. O objetivo dentro do movimento dentro do homem se sentia estranhamente sem objetivo. Sabe por que? Porque nem o homem, nem o movimento e nem o próprio objetivo do movimento sabiam sequer do significado de tudo isso! É assim na vida. Ninguém sabe porque se mexe tanto, nem mesmo o próprio movimento.
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sexta-feira, 5 de junho de 2009
Primeiro pensamento do dia
Existe a dor. Nós sentimos a dor, e estamos sempre correndo dessa dor. Mas essa dor é aquilo que carregamos de mais humano e ela não pode ser considerada uma besta que persegue o homem, pois essa dor é o próprio homem. Corremos tanto de nós mesmos!
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